01- "Uma lição de amor" (I am Sam), dirigido por Jessie Nelson (2001);
- Neste filme incrivelmente emocionante, Sean Penn interpreta um homem com deficiência intelectual que acaba sendo abandonado à própria sorte com a filha recém-nascida. Até a primeira infância da menina, ele se vira relativamente bem, sempre contando com o auxílio dos amigos, e os dois estabelecem uma linda relação. Porém, quando a justiça decide questionar a capacidade de Sam de cuidar da criança, a bolha criada por ambos se estoura, desafiando o protagonista a mostrar do que é capaz. Contando com uma contagiante trilha sonora baseada em The Beatles, essa produção amolece qualquer coração de pedra.
02- "A Minha Versão do Amor" (Barney's Version), dirigido por Richard J. Lewis (2011);
- Baseado em um romance escrito pelo canadense Mordecai Richler, este filme superou demais as minhas expectativas. Até pensava que seria um longa-metragem bom de ver, mas não imaginava que tratasse de uma narrativa tão arrebatadora. A produção protagonizada pelo talentoso Paul Giamatti conta a história de vida de Barney Panofski de uma maneira muito humana, capaz de provocar a identificação da maior parte do público, já que a trajetória do personagem apresenta idas e vindas, mudanças de rota, acertos e tropeços, auge e decadência, aspectos que todos temos presentes em nossas existências. Uma obra que me levou às lágrimas.
03- "João Paulo II" (Pope John Paul II), dirigido por John Kent Harrison (2005);
- Eu já havia visto outros filmes sobre a trajetória do Papa João Paulo II, mas este cativou-me profundamente. Em pouco mais de três horas, a produção, de ritmo contemplativo, retrata a vida de Karol Wojtyla, trazendo muito contexto histórico, social e político. Aborda também as razões que levaram a Igreja Católica à escolha do cardeal polonês como novo Papa, assim como sua relação com o futuro Papa Bento XVI, o que achei bastante interessante. As atuações são marcantes, especialmente a de Jon Voight, que interpreta Wojtyla a partir da eleição — uma transição que considerei muito bem conduzida.
04- "Cisne Negro" (Black Swan), dirigido por Darren Aronofsky (2010);
- "Cisne Negro" surpreendeu-me bastante. É um filme moderno (considerando a vasta história do cinema), mas traz características que o transformam em um clássico instantâneo — sobretudo aquelas que o aproximam de obras como "Suspiria", de Dario Argento — embora a produção dirigida por Darren Aronofsky aposte em um terror psicológico mais íntimo e criativamente perturbador. O longa-metragem em questão é daquelas preciosidades que proporcionam inúmeras camadas de interpretação, todas aproveitáveis e difíceis de esgotar. Tão belo quanto Natalie Portman, tão sedutor quanto Mila Kunis, tão visceral quanto a atuação de Vincent Cassel.
05- "Yesterday" (Yesterday), dirigido por Danny Boyle (2019).
- "Yesterday" é um aclamado filme que parte de um curioso apagão global, fazendo com que toda a humanidade se esqueça dos Beatles — com exceção de um talentoso e humilde músico. Confesso que esperava apenas um longa-metragem divertido; contudo, deparei-me com um roteiro que aborda diversas facetas significativas da carreira artística e da fama. A obra oferece muitas reflexões ao público que se deixa cativar, pois essas provocações estão inteligentemente implícitas em cenas triviais e previsíveis, tornando "Yesterday" simultaneamente denso e comercial. A atuação consistente de Himesh Patel e o brilho inevitável de Lily James são outros ingredientes que transformam esse filme em uma experiência inesquecível.